Reações do Zezinho ao prêmio de Lula em Davos 1: o socorro a FHC

Após receber a notícia da premiação “Estadista Global” conferida ao presidente Lula pelo Fórum Econômico Mundial em Davos, o governador Zezinho tomou convocou sua assessoria para rápidas providências.

FHC: por que não eu?

FHC: por que não eu?

A primeira providência foi um costumeiro gesto de amizade e solidariedade, pontos fortes de seu caráter. O Mais Preparado dos Brasileiros ordenou o envio de uma equipe de resgate à Caverna do Ostracismo, para prestar eventual socorro e evitar que o ex-presidente e ex-pensador FHC fizesse mais alguma besteira. A equipe, composta por um grupamento de paramédicos, um cardiologista, quatro bombeiros, um atendente do CVV, dois psicólogos, um editorialista da FSP e cinco belas jornalistas deslocou-se até a desolada ermida de Higienópolis em um helicóptero UTI.

A cena que avistaram na chegada era deprimente: o ex-pensador estava em seu escritório, sentado em frente ao computador, em estado catatônico. A tela mostrava exatamente a notícia da premiação do Usurpador do Planalto por aquele seleto clube em que o ex-sábio sempre tentava entrar, mas era barrado na porta.

O cozinheiro Caetano: serviçal de FHC estava inconsolável

O cozinheiro Caetano: serviçal de FHC estava inconsolável

A seu lado, inconsolável, estava seu fiel cozinheiro Caetano, um antigo compositor baiano que trabalha na Caverna do Ostracismo em troca de um quartinho no fundo e comida.

O pobre cozinheiro chorava como criança e gritava: “Ingratos! Como ELES puderam dar esse prêmio àquele analfabeto e ignorar este grande homem?”

A equipe de resgate tentou várias técnicas para  reanimar o Estadista do Apagão, mas seu estado era tão grave que foi preciso muito esforço para que as cinco jornalistas reanimassem o ex-sabetudo, enquanto um dos bombeiros cuidava do cozinheiro Caetano, que ameaçava afogar-se nas próprias lágrimas.

Depois de duas horas de uma situação de muita tensão, monitorada minuto a minuto pelo compadecido Estadista do Rio Tietê,  finalmente os dois melhoraram. O editorialista da FSP deu uma caixa de lápis da Turma da Mônica  e um bloquinho de papel para o eminente ex-sociólogo, que, sentado no chão, pôs-se a escrever um artigo intitulado “O Populismo Barato de Davos”.  Caetano aproveitou a presença das jornalistas e pediu para dar uma entrevista bombástica. As moças, solícitas, ligaram seus gravadores, mas seu cansaço logo fez com que adormecessem. O cozinheiro continuou falando histericamente, mesmo assim. Repetiu várias vezes a frase: “Me pergunto quanto tempo levará para que todos vejam quem é esse Lula. A resposta, meu amigo, está no vento, que diz: um analfabeto sem classe!”

Quando tudo se acalmou, o governador Zezinho foi informado de que a situação se normalizara. Aliviado, reuniu seus assessores para tomar outras providências.

Comentário da Tia Carmela:

O Zezinho sempre gostou de brincar de pronto-socorro. Quando ele era criança, lá na Móoca, o amiguinho dele chamado Reinaldinho Cabeção de vem em quando ficava meio esquisito, caladão, sentado na guia da calçada em frente de casa. Quando o Zezinho ficava sabendo, chamava os outros meninos, vestia uma bata branca que o pai dele usava na barraca de frutas e iam correndo para a casa do Reinaldinho Cabeção. O Renatinho, filho do seu Nicola, ia na frente imitando ambulância: uóuóuó! Quando chegavam, o Zezinho dizia que era o médico chefe do resgate. O Reinaldinho Cabeção continuava caladão, não ligava para os meninos que chegavam. Aí o Zezinho gritava: o caso é grave, tratamento de choque! E os meninos começavam a bater no Reinaldinho Cabeção, até ele sair correndo pra dentro de casa. E o Zezinho ria a valer…

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2 Responses to Reações do Zezinho ao prêmio de Lula em Davos 1: o socorro a FHC

  1. Luísa Alves disse:

    Gente, que blog massa! Vou recomendar muito!

  2. ♫ O que a tia Carmela nunca soube (porque ninguém teve o desplante de contar a ela) é que o Zezinho e o Reinaldinho adoravam brincar de médico; mais especificamente de proctologista. E que sempre saía briga porque os dois queriam ser o paciente. Quem me contou isso foi o Genebaldo “Tripé”, que gostava muito dos dois amiguinhos inseparáveis e era filho de um garrafeiro; pai e filho moravam em um muquifo na Rua dos Trilhos… ☺☺☺

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