Ameaças de Arruda: Gov. Zezinho reage com serenidade

Como era de se esperar de um homem de sua incomparável envergadura moral, o Mais Preparado dos Brasileiros, o governador Zezinho, reagiu com serenidade às ameaças do governador do DF, Demoarruda Bauducco (PSDEM-DF).

Contrariado pela escolha de Dilma para a vaga de vice-presidente na chapa purossanguessuga do governador Zezinho, o  recluso  cleptocandango enviou mensagem  ao governador Zezinho, diretamente da cela onde está injustamente preso.

No recado, Demoarruda ameaça abrir o bico que conserva de seus tempos de tucano e revelar a receita do panetone distribuído no Programa Panetone S. Paulo, caso seu nome não volte a ser considerado para a vice-presidência. Como está incomunicável, o ex-líder de FHC no Congresso usou uma  barata-correio treinada para levar a mensagem, escrita no verso de um duvidoso anúncio de panetone.

Sempre perspicaz, o assessor Diogo de M. estranhou o papel em cujo verso o recado foi escrito.

A mensagem levou pânico ao QG de campanha do governador Zezinho. Desesperada, a assessora para assuntos econômicos e ambientais, sra. Miriam Cochonne, subiu na mesa e começou a gritar “tirem este monstro daqui!”, mas logo se corrigiu e salvou seu emprego: “eu quis dizer, esse bicho nojento!”  O assessor para assuntos culturais, Diogo de M., também desesperou-se com o ortóptero adestrado e gritava: “isso veio da PF de Brasília, tem mão do Lula aí!”

Desce macio e reanima: A generosa assessora Hipólita da Costa dividiu seu drinque com a barata.

O assessor para assuntos inglórios Bob Freire (PPS-SP), foi encarregado de capturar o inseto-mensageiro e enviá-lo de volta a Brasília, onde uma equipe de ninjas gaúchos treinados na segurança do Palácio Piratini promoveu seu desaparecimento. A heróica barata já havia cumprido sua missão, e foi incinerada com honras, em fogueira de palha seca de chimarrão, durante solenidade de queima de arquivos abrilhantada pela presença do general romano Agripinus (ARENA-RN) e a cleptoprenda Yeda Crusius (PSDB-RS).

Sereno, como convém a um homem de sua estirpe e quilate, o Presidente de Nascença acalmou sua equipe de assessores com uma gentil, porém firme, ameaça de demissão.  Altivo e sobranceiro, o Iluminado Ser Sem Rancores exortou seus serviçais a exercerem as virtudes cristãs da paciência, da compaixão e do perdão.  Em sua homilía aos temerosos assessores, lembrou-os que a melhor coisa a fazer nessa situação é perdoar e oferecer a outra face ao agressor.  Entusiasmada com a sabedoria ali transmitida, a redatora de panegíricos Eliane Cantanhêde publicou artigo na imprensa amiga defendendo a aceleração do processo de Beatificação do governador Zezinho.

O Inexorável Presidente repetiu a seus assessores  o que já havia publicado em seu twitter @govzezinho:  tal atitude destemperada era fruto do sofrimento de Demoarruda, vítima de uma terrível perseguição e tortura psicológica, promovidas pelas hostes petistas para desestabilizar a vitoriosa campanha do Mais Competente dos Brasileiros. Afirmou estar seguro de que as ameaças não se concretizarão: “O Demoarruda jamais faria algo contra mim. Nós somos como almas gêmeas, unha e carne, dois carecas, dois irmãos”, referindo-se ao fato de que os dois grandes estadistas formavam a dupla Careca e Carequinha, que costumava se apresentar nos comícios do poeta amazonense Virgílio, quando ainda havia gente disposta a votar nele.

Tanta serenidade não significou falta de precaução. Cuidadoso, o governador Zezinho ordenou ao seu secretário de educação e assuntos gráficos, Paulo Renato Gates de Souza, que destruísse os caderninhos onde estavam anotadas a mão as receitas do Programa Panetone São Paulo, que eram compartilhadas com o Programa Panetone DF, criado por Demoarruda Bauducco. As anotações com o registro da origem dos ingredientes e lista das receitas auferidas estavam enfurnadas em um cofre em um ilha no Caribe, por segurança.

Os livros com as receitas do panetone, esmeradamente impressos na gráfica Plural, foram destruídos por precaução.

Depois, em  entrevista especialmente convocada, o Mais Competente dos Brasileiros fez questão de reafirmar: “Demoarruda não fará nada contra mim. Nele, eu confio integralmente”. E aproveitou para alfinetar o governador da rodovia BR-3: “Se fosse o Tancredo Neves, aí eu estaria mais preocupado”.

Comentário da tia Carmela

E desde quando o Zezinho perdoa alguém? Quando ele era criança, lá na Mooca, quando algum menino fazia alguma coisa de que ele não gostava, o Zezinho não sossegava até se vingar dele. Às vezes, se vingava até mais de uma vez. Mas, mesmo vingado, ele nunca perdoava. Lembro de uma história até engraçada, apesar de triste: uma vez o Geraldinho, que era de uma família de turcos que tinham uma lojinha de armarinhos ali na rua da Mooca, na esquina da rua Orville Derby, quis fazer o papel de Deodoro no jogral sobre a proclamação da república que iam montar na escola. Era uma espécie de concurso, e todas as classes tinham que montar um jogral sobre o mesmo assunto. Só que o Zezinho também queria o papel de Deodoro, que era o principal, e o Geraldinho insistia. Aí o Zezinho mandou o Reinaldinho Cabeção espionar como estava sendo montado o jogral das outras classes. Quando soube que tinha uma classe que ia fazer um jogral muito melhor que o deles e ganhar o prêmio, o Zezinho desistiu e disse para o Geraldinho: tudo bem, pode ser você o Deodoro. E o Zezinho disse que para ele estava bom preparar as folhas com as falas que cada menino ia ler no dia da peça. Quando chegou o dia, o Zezinho entregou uma folha com um monte de bobagens escritas para o Geraldinho. Quando ele leu a primeira frase, todo mundo riu. Conforme ele ia lendo, o vexame ficava cada vez maior. E o Zezinho e o Reinaldinho Cabeção riam mais que todo mundo…

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7 Responses to Ameaças de Arruda: Gov. Zezinho reage com serenidade

  1. […] entanto, pessoas próximas comentam que o pres. Zezinho sofre com a chaga da desilusão: desde que Demoarruda Bauducco, sua alma-gêmea, foi fazer um retiro espiritual no Convento da Papuda, o Mais Competente dos […]

  2. Padre Quevedo disse:

    Já que foi citado o nome de nosso escriba Diogo de M., tenho uma dúvida sobre o mesmo que volta e meia me vem à memória.

    Como descrito em uma de suas bem escritas crônicas, o mesmo demonstra ter preconceitos de “PESSOAS DE PERNAS CURTAS”. Fiquei encucado com essa mania. Porque só pessoas de pernas curtas despertam asco e nojo no escriba?

    Será trauma de infância? Talvez o mesmo tenha sido “currado/sodomizado” por alguma trupe de anões de algum circo que se instalou nas vizinhanças de sua casa. Não sei. Tudo é possível.

  3. ♫ Conviria saber o que concluíram disso tudo o eminente F. H. Gá Salieri e seu fiel cozinheiro, pessoa que, apesar de atualmente só preparar quitutes para seu amo, já conseguiu em priscas eras manter-se longamente no foco da mídia. Não é hora de menosprezar ninguém, só pelo fato do encéfalo de quem quer que seja ter se liquefeito. Talvez do caldo de cultura brote algum mofo que possa ser inoculado no inimigo ☺☺☺

  4. motley disse:

    Soube que em reunião ocorrida nas últimas horas, convocada em caráter emergencial com todo seu staff, o mais Nemo dos governadores cobrou medidas que estancassem o escoamento ininterrupto da boa imagem de sua administração, decorrente dos maus humores de São Pedro.
    O prof. Hari Prado, suporte moral do governo, prometeu pedir a São Serapião para que ele interferisse junto a São Pedro. Bob Freire, assessor especial para assuntos inglórios, sugeriu que se organizasse uma enorme festa a Iemanjá e a Nossa Senhora dos Navegantes como forma de transformar os alagamentos em receitas para o turismo. O secretário das comissões apoiou, lembrando que as vias aquáticas poderiam ser pedagiadas com uma pequena mudança na lei das concessões. O recém empossado secretário de esportes pluviais realçou que já se encontra em fase final de planejamento os jogos mundiais aquáticos e que César Cielo seria contratado como garoto propaganda do evento.
    O amigo de infância Reinaldinho Cabeção, sempre presente e disposto a ajudar, disse que tudo poderia ser resolvido com uma pesada campanha publicitária, liderada pela SABESP, em todo território nacional, mudando os nomes dos bairros alagados para Nova Atlântida.
    Insatisfeito, a mais brilhante das gengivas reclamou da falta de boas ideias de seus assessores e perguntou o que recomendava o handbook tucano para momentos de crise. Diogo de M. de imediato respondeu que o livro manda que culpem alguém. Demérito Maiorle, geógrafo e especialista em tudo fez uma ressalva interessante: Jogar a culpa em Marta seria reconhecer nela muito poder, o que seria ruim em período eleitoral. O culpado deveria ser outro. O próprio Demérito revelou que pesquisas suas apontavam para o culpado perfeito: Anchieta. Quem? balbuciaram os presentes. O padre Anchieta, fundador da cidade. A culpa dele seria ter construído a cidade em local tão chuvoso e de difícil escoamento das águas. Sendo homem de tanta inteligência, ele deveria ter previsto o problema mas, irresponsavelmente, deixou o problema para as futuras gerações.
    De súbito, o presidente de nascença reconheceu naquela a ideia que reunia criatividade e imediatismo de implantação. Assentiu e completou: Anchieta poderia ter construído a cidade à beira mar como fez no Espírito Santo. Com certeza tinha algo contra São Paulo.
    Contudo, o mais sábio dos sábios observou que culpar o padre poderia lhe trazer problema com a Igreja. Prontamente, o secretário para assuntos leguminosos ligou para seu guru, di Franco, explicando-lhe a situação e recebeu a resposta aguardada por todos: a Opus Dei não reagirá. Estava definida então a nova estratégia do mais competente dos governos para lidar com as precipitações exageradas para agora e sempre.

    • ♫ Sim, com efeito. O Pe. Anchieta é um bode expiatório perfeito; mesmo porque está morto. Afastada a hipótese da Opus Dei sentir-se incomodada, creio ser possível imputar ao defunto sacerdote a culpa por todas as vicissitudes que colocam em risco a candidatura do Homem das Gengivas Límpidas à presidência, mormente aquelas provocadas por São Pedro, contumaz em negar verdades eternas como a perfeição do governo do Mais Competente dos Brasileiros. Alvíssaras! A pátria está salva! Evoé, ó Presidente de Nascença! ☺☺☺

  5. ♫ Tenho plena convicção de que tudo não passa de uma ação de desinformação e sabotagem engendrada pelos pérfidos petistas. Verificou-se por acaso se a tal barata mensageira não era vermelha, sob uma tênue película de tinta marrom-cocô? Já agora será impossível verificar e recomendo investigar detidamente quem se açodou em remeter a pobrezinha para o Palácio Piratini. Incinerá-la foi uma verdadeira queima de arquivo e aí tem coisa. Não afasto a hipótese do camaleônico assessor para assuntos inglórios Bob Freire ser um quinta-coluna livre-atirador. A mera sobrevivência desse réprobo, capaz até de convencer o bondoso governador Zezinho de que jamais foi comunista, enseja esta conjetura. Quem sabe Diogo de M., conhecido tanto por sua basta juba quanto pelo seu cérebro inquisitivo e perspicaz, consiga deslindar a tenebrosa hipótese. De qualquer forma, duvido que ocorram maiores arrufos entre o Iluminado Ser sem Rancores e o Perseguido e Vilipendiado Segundo Careca, injustamente enclausurado ainda (sem televisão ou ar condicionado!) nas masmorras da Gestapo Nacional. Cumpre que as Hostes do Bem se mantenham coesas e não vacilem em atirar pela amurada quem traiu ou se embananou todo, a exemplo do que fizeram com o Gigi Kassaroboiola… ☺☺☺

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