Os anos mais felizes de nossas vidas 3 – SP sem violência

Cidadania e modernidade: A Tropa de Choque de Gestão tornou a polícia mais sensível às demandas sociais.

Mesmo tendo tido a sabedoria de deixar  como sucessor GOLDMAN, o super-herói,  o Mais Preparado dos Brasileiros, o governador Zezinho, não sai do coração dos paulistas. Sôfregos, anseiam pelo primeiro de janeiro, quando o Presidente de Nascença tomará posse do lugar que sempre foi seu. Enquanto aguardam, os filhos de Piratininga lembram-se, nostálgicos, daquele período que foi o mais radioso da história da Pátria Bandeirante.

Desde o afastamento do Mais Competente dos Homens Públicos da direção da Locomotiva do Brasil, os paulistas puseram-se saudosos e comentam entre si: aqueles tempos do governo do Mais Genial dos Homens Públicos foram os anos mais felizes de nossas vidas.

Impedidos pelo gov. Zezinho de praticar delitos, os desesperados bandidos recorrem às suas últimas economias.

Em seus devaneios nostálgicos, os paulistas celebram a vitória do governador Zezinho sobre a crime e a violência. E dizem, em uníssono: o futuro presidente Zezinho fez mais pela segurança pública paulista que todos os seus antecessores juntos, desde João Ramalho.

Entre as muitas ações geniais que fizeram o progressista e esclarecido povo paulista orgulhar-se das ações do Mais Talentoso dos Gestores Públicos, algumas merecem ser cantadas em verso e prosa:

  1. A eliminação do PCC (Primeiro Comando da Capital): logo no início do governo do Maior de Todos os Gerentes, os paulistas deixaram de ouvir o termo PCC nos jornais ou TVs.  Com sua visão de estadista, o Maior dos Gestores Públicos criou uma solução simples para um problema complexo: se não havia competência para acabar com o PCC, bastou deixar de falar nele, usando o eufemismo “uma facção criminosa que atua nos presídios”… Sem gastar um centavo e promovendo a responsabilidade fiscal, o problema foi solucionado.
  2. A retomada do controle sobre as favelas: enquanto o governo do RJ utiliza enormes recursos para ocupar as favelas através das UPPs, em São Paulo o governo do Incriado Presidente preferiu economizar, sempre atento à responsabilidade fiscal: deixou a segurança a cargo de alguns dos próceres da comunidade. Assim, hoje, pode-se entrar em várias grandes favelas de SP livremente, apenas pedindo autorização aos comerciantes informais de artigos importados da Colômbia e Paraguai estabelecidos no local.
  3. Um choque de gestão na segurança pública: práticas modernas de gestão foram empregadas para melhorar a segurança paulista. Buscando desenvolver o empreendedorismo das forças policiais, técnicas revolucionárias foram empregadas na nomeação de cargos para a direção da polícia,  demonstrando um comando firme e de idoneidade acima de qualquer suspeita.

    A Tropa de Choque de Gestão preocupa-se até com a higiene pessoal dos paulistas.

    A Tropa de Choque de Gestão preocupa-se até com a higiene pessoal dos paulistas.

  4. Uma polícia cada vez mais cidadã: um dos resultados do choque de gestão na segurança pública foi a valorização dos direitos dos cidadãos pela polícia paulista e a  aproximação crescente entre policiais e povo, e o respeito pela polícia do direito de livre manifestação. Cada vez mais gentis, os policiais deixaram de ser algozes e passaram a  participar das manifestações, solidários com manifestantes, como no caso dos professores. Cenas pungentes de confraternização e camaradagem comoveram o mundo todo.
  5. A valorização profissional dos policiais: os policiais paulistas competem com os professores para ver quem é melhor remunerado. Esses salários elevadíssimos têm causado inveja aos policiais de outros países. Não é sem motivo que vários policiais têm criado blogs para divulgar o maravilhoso tratamento que o Presidente Perfeito deu à polícia paulista.
  6. A mudança do nome da Polícia Militar: em mais uma decisão genial, o governador Zezinho resolveu mudar o nome da polícia para Força Pública. Segundo especialistas, essa importantíssima e necessária mudança sozinha será capaz de reduzir em cerca de 90% os crimes em São Paulo.
  7. A paz e a ordem reinam no Estado de S. Paulo: só ocorrem crimes esparsos. Em regiões como a Baixada Santista, as ruas tornaram-se tão tranquilas e seguras, que à noite toda a população sai para apanhar uma brisa fresca, deixando as portas das casas abertas. Casais namoram tranquilos no portão. Turistas impressionam-se tanto com a calma do lugar que decidem mudar-se para lá, os imóveis não param de se valorizar.

O resultado de tanta competência é uma coleção de excelentes resultados no combate ao crime em São Paulo.  O interior, outrora violento e assustador, hoje voltou a ser pacato como no passado. A capital e as grandes cidades hoje são comparáveis à Islândia e à Antártida em termos de ocorrências criminosas.

Não é sem motivo, portanto, que, ao se lembrar do governo do Melhor dos Gerentes da Coisa Pública,  os paulistas unanimemente afirmam: foram os anos mais felizes de nossas vidas.

Comentário da tia Carmela

O Zezinho sempre gostou de brincar de polícia. Quando ele era criança, lá na Mooca, no tempo do grupo escolar, ele gostava de ser o xerife na festa junina, aquele que prende as pessoas na cadeia. Ficavam ele, como xerife, mais o Guerino e o Renatinho, que eram os policiais. Só que quando mandavam eles prender algum menino na cadeia, eles iam com uns cassetetes de cabo de vassoura que eles faziam e, antes de prender,  batiam no coitado do moleque…

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3 Responses to Os anos mais felizes de nossas vidas 3 – SP sem violência

  1. Neyde Helena Castro disse:

    Tia Carmela (sempre quero chama-la de Tia Zulmira… A senhora me lembra a inesquecível tia do Stanislaw Ponte Preta, o também inesquecível Sergio Porto}, repito, Tia Carmela, O Mais Preparado de Todos os Brasileiros ganhará, sim, o primeiro lugar: “aquele que não viu o tempo passar…” Sim, Tia Carmela ou Tia Zulmira, alguns de nós não veêm o tempo passar e pensam que mostrar as gengivas. em arremedos de sorriso, conquistarão eleitores. “Xóque de jestão” é demais para o meu combalido corpinho de setenta…
    Dilma – Primeira Presidenta do Brasil – 2010

  2. paulo p. disse:

    É uma excelente escolha! De fato, não ter o risco de ser preso escandalosamente é um grande trunfo.

    Mas a última notícia era de que o vice seria o Cachorro-Lagosta. Algo mudou? Terá o cãozinho feito xixi onde não devia?

  3. Aurélio de Monte y Vaz disse:

    Nosso caro Pres. Zézinho, demonstrando sua veia de democrata, intuiu em sua genial saturnica descapilarizada mente, que o seu futuro ministro de segurança pública será o Marcola do PCC/SP, aliado de todas as horas, mas ressentido com a frase: a facção que domina os presidios, pois falta um adendo: e tambem a sec. de administração penitenciaria e a del.geral de policia, e sendo ministro de um governo PSDB/PPS/Demmo/PV, tem a vantagem de já estar preso, portanto livre de futuras prisões escandalosas. O Zézinho é mesmo a sumidade planetária, da Mooca.

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