Pres. Zezinho pacifica a UDN

28/01/2011

Cultura da paz: O Dalai Lama riu muito com as piadas do pres. Zezinho.

O Mais Preparado dos Brasileiros, o futuro pres. Zezinho, é um amante da paz, da harmonia e da concórdia. Sempre pregando a paz, construiu uma carreira política sólida que o credenciou como a maior liderança política da UDN e da Nação Brasileira.

Amante da paz, o Presidente de Nascença vinha manifestando a assessores mais próximos sua preocupação com as belicosas manifestações de alguns setores da UDN. Esses setores vinham se articulando para uma estratégia de guerra fratricida.

Manso como uma pomba, e firme como um leão, o Gandhi do Alto de Pinheiros resolveu agir e articulou, com apoio de seus companheiros da Caverna do Ostracismo, fundos, um movimento pela unidade da UDN que acabou com a cizânia.

Apesar de ser um pacifista, o Cachorro-Lagosta se diz pronto para a guerra, se precisar.

Apesar de sua liderança inconteste possibilitar-lhe ser escolhido por aclamação para todos os principais cargos de direção da UDN simultaneamente, a modéstia e o espírito pacificador do pres. Zezinho falaram mais alto.

Avesso a cargos e ao poder, o Almirante do Tietê anunciou que não pretende ocupar nenhum cargo, esvaziando a articulação da minoria da UDN que desejava declarar guerra à sua brilhante liderança.

Mostrando desprendimento que só os grandes homens possuem, o Maior dos Brasileiros designou para presidir a UDN o sr. Cachorro-Lagosta, experiente quadro udenocanino caracterizado pela mansidão, lealdade e simpatia.

A insistência da minoria sem representatividade em levar a guerra às últimas consequências despertou no Maior dos Filhos da Mooca uma ira santa. A ávida sanha dos seus opositores pelo poder chegou até o Instituto Menestrel das Alagoas e Alagados, importante think tanque udenista. Dada a inegável superioridade de seu Majestoso Encéfalo, o Presidente de Nascença seria a pessoa mais indicada para dirigir este centro de estudos que é o  pólo irradiador de sabedoria aquática.

O pres. Zezinho gosta de coração de estudante desde criança.

Mas, novamente, o Almirante do Tietê abdicou da honraria e  indicou o sr. Milton Nascimento para a presidência, agradando, assim, a sessão mineira da UDN. O instituto passará a funcionar em sua nova sede, na Av. Marginal Serra, em São Paulo. A medida também resolveu o velho complexo de inferioridade mineiro, pois  Tancredo Neves teria afirmado, ao olhar para fora da janela do edifício: “não é igual a Copacabana, mas já é um quase um mar”.

A operação de pacificação completou-se com a definição da liderança da UDN na Câmara dos Deputados.  Com o auxílio de seus muy amigos Tancredo Neves e Geraldinho do Vale, o Pacificador da  Nação articulou um manifesto subscrito pela quase totalidade da bancada, defendendo a candidatura do sr. D. Nojeirinha Junior, de tradicional famiglia udenoruralista da Califórnia.

Mão grande e benta: os novos dirigentes da UDN foram abençoados pelo pres. Zezinho (direita).

Apenas o sr. Aluísio Biggs de Oliveira opôs-se à iniciativa, defendendo que o próprio pres. Zezinho deveria ocupar a liderança na Câmara, mesmo não sendo deputado, mas o sr. Paulo Caixa Preta 2 (assessor para assuntos propinoviários do pres. Zezinho) deu-lhe 300 mil razões para mudar de idéia.

Com esses movimento hábeis, o Maior dos Brasileiros conseguiu seu objetivo: manteve a UDN uma agremiação pacífica e harmoniosa, com a imensa maioria de seus membros devotando-se a mais profunda admiração e respeito. Demonstrou que não precisa de cargos, pois seus indicados assumiram as principais funções na UDN, mas continuará sendo ele o Iluminado Guia que conduzirá a UDN até onde a maioria dos brasileiros deseja vê-la.

Comentário da tia Carmela

QUADRILHA: UDN comemorou com uma bela festa junina em volta da fogueira das vaidades.

O Zezinho sempre gostou de brincar de guerra. Ele e os moleques pegavam uns cabos de vassoura e diziam que eram fuzis, e usavam as panelas das mães como capacete. O Zezinho sempre queria ser da turma dos americanos, e no meio da brincadeira, em vez de fingir que atirava com o cabo de vassoura, saía correndo atrás dos moleques batendo com o cabo de vassoura na cabeça deles e gritando “guerra é guerra,  quem não é meu amigo se ferra!” O Reinaldinho Cabeção ia atrás, tentando fazer o mesmo, mas sempre algum moleque pegava ele e dava uma surra. Ele apanhava por ele e pelo Zezinho…

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