Mais um filme que Serra vai proibir: Salve Geral

20/09/2009

Nem bem foi anunciado o filme brasileiro indicado para competir pelo Oscar neste ano, e o Maior dos Grandes Homens, o Presidente Ainda Não Empossado e governador da Locomotiva da Nação, José Serra, já ordenou uma mega-operação para proibir sua exibição em todo o universo. Trata-se do filme Salve Geral, de Sérgio Rezende, estrelado por Andréa Beltrão. O filme apresenta os momentos de  terror que  a cidade de São Paulo experimentou em maio de 2006, com uma série de ataques do grupo criminoso PCC – Primeiro Comando da Capital, cujo líder, o famoso Marcola, já há vários anos assumiu a Secretaria de Assuntos Penitenciários do governo estadual.

Modesto, o Grande Homem da Política Brasileira não deseja que o filme seja exibido porque  mostraria toda a grandiosidade do Estado de São Paulo em mais um aspecto: a segurança pública, esse orgulho dos cidadãos paulistas e paulistanos. O governador confidenciou que se sentiria constrangido junto a seus colegas governadores se eles vissem o filme, pois se impressionariam e se sentiriam diminuídos, ao constatar a grande competência dos sucessivos governos estaduais tucanos na condução dos negócios relacionados com a segurança e as prisões.

Já experiente em proibições, O Invejado pelas Páginas das Enciclopédias pretende repetir a operação realizada há poucos dias, para proibir o filme “A Queda”, em que Adolf Hitler representava um candidato presidencial derrotado.

O Mais Preparado dos Seres Pensantes pretende contar também com o apoio dos seus assessores de comunicação da empresa    Frias, Mesquita, Marinho, Saad & Associados, que já tiveram grande sucesso na proibição de qualquer menção ao nome do PCC na imprensa paulista, substituindo o termo PCC por “facção criminosa que opera nos presídios do estado de S. Paulo”.  Jornalistas que utilizarem as três letrinhas em matérias podem ser condenados a lavar a boca com sabão.

Comentário da Tia Carmela: O Zezinho nunca gostou muito de cinema. Uma vez, lá na Móoca, não queria deixar nenhum menino da rua ir assistir um filme do Mazaroppi chamado “O Corinthiano”, só porque o Zezinho era palmeirense. Os meninos que foram, ele virou a cara pra eles e não deixava mais eles jogarem futebol de botão com ele.

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Serra lança campanha para proibir o filme “A Queda”

04/09/2009

O governaodor José Serra lançou hoje mais uma campanha de proibição, com o auxílio de seu estafeta G. Kassab. Trata-se, agora, da proibição do filme “A Queda”, do alemão Oliver Hirschbiegel. O governador assinou hoje o Decreto no. 19.879/09, que proíbe a veiculação total ou parcial do filme em qualquer ambiente no estado de S. Paulo. Antes, o Mais Douto dos Brasileiros já havia ordenado que a chanceler alemã, Angela Merkel, demitisse Adolf Hitler, o diretor do filme e o ator que trabalha como dublê do personagem principal.

Uma enorme campanha está sendo preparada para divulgar o decreto que proíbe o filme. A campanha publicitária da proibição está orçada em cerca de R$ 20 milhões, e deverá ser levada ao ar em 7 de setembro de 2009. A campanha contará com ampla veiculação de peças publicitárias na televisão, rádio, internet, revistas, jornais, aviões sobrevoando praias e banheiros de bares.  Nas peças publicitárias da TV, o Dr. Drauzio Varella dará explicações para o mal para a saúde que o filme pode fazer. Partidos de oposição acusam a seleção do eminente doutor de ser uma forma de propaganda subliminar do governador.

Além dos anúncios, uma farta distribuição de brindes beneficiará os cidadãos paulistas. O governo de São Paulo vai distribuir 810 mil brindes, de pen drives a lixeirinhas para veículos, passando por porta-retratos e balões de cores sortidas, para promover a legislação que restringe a veiculação e exibição do filme  no Estado, que começa a valer no dia 7 de setembro.

Embora não exista uma previsão exata do custo desses brindes para os cofres públicos, a licitação para comprá-los deve passar de R$ 1,5 milhão. Para a fiscalização, haverá 1.500 agentes.  A distribuição dos materiais promocionais, como são oficialmente chamados os brindes, terá início nas comemorações do 7 de Setembro. O plano é que ocorra de agosto até dezembro, mas esse cronograma depende da conclusão do processo de contratação.

As 810 mil unidades de brindes são destinadas à capital. A aquisição de extras para entregar no interior não está descartada. A distribuição será feita em dez locais de movimento, como estações do metrô, parques, bares e restaurantes. Segundo o governo, funcionários de empresas privadas também devem ser contemplados.

Os brindes a distribuir são:

180 mil porta-retratos magnéticos

10 mil pen drives de 1 gigabyte

210 mil porta-copos

10 mil pins estampados

130 mil balões de cores sortidas

10 mil bonés tipo americano

100 mil cartões postais

100 mil lixinhos para veículos

10 mil camisetas

50 mil chaveiros

Além dos materiais promocionais, o governo vai adquirir no mesmo contrato 3 milhões de gibis (a serem enviados para escolas) e mais 1,6 milhão de folders, folhetos, adesivos e displays com ventosas (para serem colados no vidro do carro, por exemplo). Serão comprados ainda 10 mil cartazes e 12 balões gigantes.

Todos os materiais promocionais terão a logomarca da campanha (ainda não divulgada), uma foto do Dr. Drauzio Varella e os dizeres: “Não faça mal para SP e para o Brasil – não assista ‘A Queda'”.

O dinheiro para bancar os brindes sairá dos recursos destinados à publicidade do governo: R$ 20 milhões, segundo a pasta. O valor total gasto com a campanha  não foi informado pelo governo do Estado.

Atualização: Depois da proibição de A Queda, agora está sendo proibido em todo o Universo, pelo Governador José Serra, o novo filme proibido é Salve Geral, que narra os ataques do PCC em São Paulo, em 2006.

Comentário da Tia Carmela: O Zezinho sempre gostou de distribuir brindes pros outros. Mas nunca com o dinheiro dele. Uma vez, teve um casamento de uma prima minha lá na igreja São José do Belém. O Zezinho foi com os pais dele. Quando foram ver, ele estava andando pela festa distribuindo as lembrancinhas para as moças, que eram um sabonetinho embrulhado em um lencinho de renda. Ele chegava perto  e dizia: posso te dar um presente? Aí as moças achavam graça, pegavam o presente e davam um beijo nele… O duro foi quando o pai da noiva descobriu que ele estava entregando as lembrancinhas antes da hora…